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Conhecendo o Nathan

Conhecendo o Nathan - Memorial Parque Jaraguá

Nathan, conta um pouquinho de você. Quem é o Natan quando tira o crachá?

Eu me chamo Nathan de Aquino Oliveira, tenho 31 anos, sou casado e trabalho no Memorial Parque Jaraguá há pouco mais de dois anos, na área de contabilidade.

Fora da empresa, sou uma pessoa tranquila. Gosto de ficar em casa com minha esposa, fazer um churrasco, passear, ir ao shopping e, quando posso, fazer uma viagem. Esse é o Nathan.

E como você chegou ao Memorial Parque Jaraguá? Como foi essa história?

Minha trajetória profissional sempre foi na área de contabilidade. Eu comecei como aprendiz, trabalhando na área financeira e ajudando com contas a pagar. Depois, fui me apaixonando pela contabilidade, estudei e continuo nessa área até hoje. Trabalhei em escritórios de contabilidade, atendendo empresas de diversos setores.

Quando cheguei para a entrevista, a agência tinha passado o endereço errado e não tinha falado que era uma empresa do setor funerário. Eu fui batendo de porta em porta até encontrar o Memorial. Quando percebi onde era, liguei para minha esposa e contei que a vaga era aqui.

Eu já conhecia o Memorial, porque tenho familiares sepultados aqui. Depois que me tornei colaborador, também acompanhei sepultamentos de familiares. Então eu estive dos dois lados: como familiar e como profissional. Isso me deu uma percepção muito real do que acontece aqui.

No começo, você imaginava trabalhar em um Memorial? Como foi contar isso para as pessoas?

Para a minha família foi tranquilo, mas alguns amigos e conhecidos ficaram surpresos. Eles perguntavam: “Como assim trabalhar em um cemitério?”.

Eu respondia que contabilidade é contabilidade em qualquer lugar. O que muda é a experiência, porque eu estava entrando em um setor novo para mim.

No início, eu senti um certo preconceito por trabalhar em um cemitério. Mas, com o tempo, essas mesmas pessoas foram ao Memorial, participaram de homenagens e conheceram o nosso atendimento. Elas viram que aqui existe uma empresa que preza pela excelência, pelo acolhimento e pelo cuidado.

Hoje, quando alguém quer conversar sobre luto ou finitude, muitas vezes me procura. Acabei me tornando uma referência sobre esse assunto entre meus amigos e familiares.

Muita gente pensa que o setor contábil cuida apenas de números. O que as pessoas não enxergam por trás desse trabalho?

A gente cuida de muitos números, mas eles são tratados com transparência, cuidado, zelo e ética, que são fundamentais nessa profissão.

O trabalho começa na emissão das notas e passa pelo acompanhamento das informações financeiras. A gente organiza os relatórios contábeis, envia informações para a contabilidade externa e atende à gestão, à coordenação e à diretoria.

Esses relatórios ajudam a empresa a entender o que está acontecendo financeiramente e dão suporte para a tomada de decisões. A contabilidade é uma parte essencial do processo.

Também estamos estudando bastante as mudanças da reforma tributária para melhorar os processos da empresa e contribuir tanto com os concessionários quanto com a equipe. É um desafio grande, mas estamos avançando com muito cuidado.

E como é o seu dia a dia? O que você faz quando chega para trabalhar?

Eu começo o dia verificando meus e-mails e as mensagens no Teams, para saber se existe alguma demanda dos colegas. Também acompanho, no sistema da prefeitura, a emissão das notas e verifico se existe alguma notificação.

Depois, trabalho com os relatórios financeiros e contábeis. Envio informações para a contabilidade externa e atendo às necessidades da gestão, da coordenação e da diretoria.

É um trabalho que muitas vezes acontece nos bastidores, mas é importante para que todas as outras áreas consigam funcionar bem.

Conhecendo o Nathan - Memorial Parque Jaraguá

Você trabalha com uma equipe. Como é essa relação?

Hoje eu tenho a Vaniulza como gestora. A equipe dela reúne uns dez colaboradores das áreas financeira e contábil. São duas equipes que trabalham juntas e uma completa a outra.

Eu gosto de dizer que o Memorial Parque Jaraguá é uma única equipe. O trabalho realizado no primeiro atendimento, pelo vendedor ou por qualquer outra área, também se reflete na contabilidade e no financeiro no final do processo.

Cada pessoa tem uma contribuição importante. Quando todos fazem a sua parte, o trabalho acontece da melhor forma.

Além do trabalho no escritório, você também participa das ações e dos eventos do Memorial. Como é isso?

Desde que entrei, participo de ações como Dia das Mães, Dia dos Pais, Dia das Crianças e Finados. Eu gosto muito de estar próximo das pessoas e de compartilhar um pouco de amor, respeito e empatia.

Em alguns eventos, já fiquei na portaria, entregando balões e corações. Em outros, participei da tenda de ateliê, ajudando os concessionários a fazer pinturas, quadros e cartas para homenagear seus familiares.

A gente está ali para oferecer suporte e ajudar no que for necessário. É um momento difícil para muitas pessoas, que vão ao Memorial prestar homenagem a alguém que amam. Por isso, eu fico muito feliz e considero muito gratificante participar.

Você trabalha com notas, relatórios e números. O que muda quando você sai do escritório e participa de uma ação no Memorial?

No escritório, a gente fica um pouco distante. Mas, quando participa de uma campanha ou faz uma visita ao Memorial, aquele número se transforma em pessoas, histórias e sentimentos.

A gente pode ver uma nota de velório e sepultamento no sistema. Mas, quando chega ao Memorial, vê uma família fazendo uma homenagem, vê o velório e o sepultamento. Nesse momento, entende realmente o que aquela nota fiscal representa.

Ela representa muito mais do que um valor financeiro.

Você já criou vínculos com pessoas que participam das ações?

Sim. Existe uma família que participa dos eventos desde o primeiro. Eles sempre conversam comigo e nós acabamos criando uma amizade.

Mesmo quando não estamos no mesmo ambiente, eles me procuram durante as ações. É muito interessante porque a gente troca informações, ideias e histórias.

Uma experiência que me marcou aconteceu em uma ação de Dia das Mães. Havia uma família com uma senhora de mais de cem anos. Nós conversamos bastante, tiramos fotos e registramos aquele momento. São experiências muito bonitas, que a gente compartilha com os concessionários.

Como você enxerga a importância do seu trabalho para as famílias que chegam ao Memorial?

Tudo o que fazemos tem impacto no atendimento. A contabilidade e as áreas administrativas também ajudam a garantir que o Memorial tenha estrutura para atender bem os concessionários.

Em um momento de luto, não pode faltar cuidado, organização ou qualidade. Cada área tem um papel para que a pessoa seja acolhida quando mais precisa.

Às vezes, o nosso trabalho é invisível. Quando tudo está funcionando, ninguém percebe quem está por trás. Mas, se faltar uma informação ou se alguma etapa não for bem cuidada, o impacto aparece rapidamente.

Por isso, cada colaborador tem uma função importante para que o Memorial funcione como um todo.

Depois de mais de dois anos trabalhando aqui, o que mudou na sua vida?

Eu me tornei uma pessoa mais humana. Quem trabalha muito com números pode acabar ficando um pouco distante, mas o ambiente do Memorial nos coloca em contato com despedidas, memórias e sentimentos.

Passei a valorizar mais a minha família, os meus amigos e cada momento que a gente tem com as pessoas que ama. Quando vejo uma despedida, lembro que também preciso aproveitar a vida enquanto estou aqui.

A gente fala muito sobre a morte, mas também precisa cuidar de quem está vivo. As campanhas me aproximaram dos concessionários e me fizeram ouvir muitas histórias.

Hoje, minha família não tem mais receio do Memorial. Pelo contrário: é motivo de orgulho para eles eu trabalhar aqui.

O trabalho no Memorial também trouxe alguma reflexão espiritual ou sobre a vida?

Eu sou evangélico desde que nasci, e a fé me ajuda todos os dias. O Memorial me fez ter ainda mais certeza de que a vida é um sopro.

A gente precisa aproveitar o tempo que tem, cuidar das pessoas que ama e estar próximo dos amigos e da família. O fim da vida é algo que a gente nunca sabe quando vai acontecer. Pode ser hoje, amanhã ou daqui a muitos anos.

Por isso, acredito que é importante ter fé, buscar união e não deixar para depois um abraço, uma conversa ou uma demonstração de carinho.

Esse contato com as pessoas é um dos motivos que fazem você continuar aqui?

Sim. Eu gosto muito de estar com as pessoas, ouvir histórias e viver esse lado humano.

Trabalhar aqui é uma experiência muito humana. É um ambiente que nos coloca em contato com despedidas, histórias e sentimentos. Por isso, nosso trabalho precisa ser feito com sensibilidade, respeito e acolhimento.

Se você tivesse que resumir tudo o que viveu no Memorial em uma única mensagem, o que diria?

Viva intensamente. Aproveite cada momento ao lado de quem você ama e lembre-se: nunca é tarde para realizar seus sonhos.

Conhecendo o Nathan - Memorial Parque Jaraguá

Assista aqui ao vídeo da entrevista do Nathan

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