– Daniel, conta um pouquinho de você. Quem é o Daniel?
Sou Daniel Rocha, tenho 36 anos e sou solteiro. Trabalho aqui no Memorial há 3 anos. Eu tive uma experiência prévia e depois voltei e hoje trabalho na área de Compras do Memorial.
– E como é que você veio trabalhar aqui? Como foi essa história?
Bom, eu recebi uma ligação da agência, né? E eu achei curioso que eu tinha acabado de sair de um serviço, que eu trabalhei na operação da vacina da Covid. E eu recebi a ligação, a pessoa disse que tem uma vaga de almoxarife, mas não falou qual era a empresa. Só que eu já conhecia aqui o Memorial, porque tenho um parentes sepultados aqui. Quando eu cheguei, fiz entrevista e vim conhecer o almoxarifado, gostei muito e topei encarar esse desafio.
– E você sempre trabalhou na mesma área?
Não, eu comecei como almoxarife, fiquei um ano e pouco nessa função. Agora eu estou como comprador. E estamos aí desenvolvendo um belo trabalho, uma bela gestão aqui dentro do Memorial. A gente sempre procura melhorar tanto como pessoa como profissional. Aqui no Memorial a gente aprende muito. Porque a gente sabe o que acontece, com quem a gente trabalha e com as pessoas que a gente tem que cuidar. Não é à toa que o nosso lema é “Acolhimento quando você mais precisa”.
– Não te causou nenhum mal-estar trabalhar aqui?
Não, não tive nenhum mal-estar. Eu achei tudo muito bonito, e as pessoas já me acolheram muito bem também, dando as boas-vindas. Então, essa energia me fez perceber essa coisa incrível que é trabalhar aqui no Memorial hoje, um ambiente muito agradável de trabalho.
– E, como é que é o teu dia a dia? Você chega de manhã e o que você tem que fazer?
A primeira coisa que eu faço todo dia de manhã é tomar um cafezinho pra poder acordar e pra poder começar a minha rotina, que é fazer as negociações com fornecedores, as compras de materiais, checar os prazos de entrega, que tem que ser bem regrado para nada faltar.
– E que tipo de materiais que você compra?
São diversos insumos. Tem, por exemplo, o café que a gente toma, tem também materiais da construção civil como areia, pedra. Tem também materiais de escritório, que a gente usa bastante. Estes são alguns dos materiais que eu mais compro no dia a dia.
– E você trabalha aqui com diversas áreas?
Sim, diversas áreas, diversos materiais. Aqui no almoxarifado a gente atende ao Memorial inteiro, à funerária Plenum e o escritório da Lapa. Fica tudo centralizado aqui no Memorial. A gente compra tudo por aqui, controla e distribui. Tem um estoque grande e variado, de uns 600 produtos diferenciados, de construção civil, copa, materiais de higiene, de escritório, material de sepultamento, tem muita coisa.
– E quando tem, por exemplo, algum tipo de ação especial, por exemplo, como Dia dos Pais, Dia das Mães?
Sim, a gente programa certinho junto com a diretoria, o tipo de material necessário com o prazo certo. A gente tem as datas certas no cronograma anual. Tudo planejado passo a passo do que a gente vai fazer no dia das mães, dia dos pais, dia das crianças e etc. Eu programo tudo fazendo orçamento, cotações, estudando muito os fornecedores, qual que vai entregar no prazo, qual que é o melhor valor.
– E quantas pessoas trabalham com você?
Atualmente só eu e Gilberto. Eu sou o comprador e o Gilberto é o almoxarife. A gente tem uma conexão muito boa, a gente nunca deixou nenhum item faltante, graças a Deus. A gente tem um controle enorme do estoque, controle enorme sobre compras, custos também a gente tem um controle enorme.
– Então quando você tem, por exemplo, um projeto de construção civil como essa sala de descompressão que está sendo feita ou um novo ponto de acolhimento, você tem toda a parte da construção civil, que envolve todas as suas compras. Aí depois tem toda a parte de acabamentos, você tem toda a parte de mobiliário, que também é construído aqui.
É tudo feito por partes. Tem a parte de decoração, aqui no caso vai ter também os equipamentos de lazer. Não adianta você comprar agora uma mesa de pebolim, sendo que daqui a meses é que vai ficar pronto. A gente vai comprando por fases e às vezes as ideias também vão evoluindo e vão mudando um pouco. Ao invés de ter uma mesa de um tipo, será melhor outro modelo, por exemplo. Isso pode impactar o nosso custo. Porque se a gente compra tudo de uma vez, a gente pode estar perdendo tempo e dinheiro, porque a gente trabalha muito em cima de custo. Então ali a gente está fazendo de uma forma muito legal, que é com a comunicação.
– E é um trabalho tenso? É um trabalho difícil?
– É um trabalho tenso, mas é muito gratificante.
– E como é que é para você quando, por exemplo, você compra, digamos, um parafuso, que é um pequena parte de um todo. Você enxerga esse parafuso do exemplo no funcionamento do Memorial?
Sim, eu enxergo através das pessoas. As pessoas vêm e falam parabéns pelo material que você comprou, parabéns pela cotação, pelo fornecedor que entregou na data. Então é muito gratificante. Às vezes a gente não ouve de pessoas próximas, a gente ouve de uma pessoa que não está tão aqui perto da gente.
– E como é que você enxerga a importância do seu trabalho, não dia a dia, em relação aos concessionários, uma pessoa que vem e que sepulta aqui um ente querido?
Sim, a questão do serviço. Então eu não posso deixar faltar nada para atender bem os nossos concessionários, porque eles são a nossa prioridade. A gente tem que atender bem, acolher bem e tem que ter um produto de qualidade para atendê-los nesse momento que eles mais precisam. Eu acho que impacta muito a nossa função aqui no Memorial, tanto para eles como para os nossos colaboradores também.
Essa coisa do “acolhimento quando você mais precisa”, passa por tudo, né? Tem cada detalhe, cada etapa pra chegar lá na frente e oferecer um atendimento de qualidade, a pessoa chegar e realmente se sentir acolhida em todos os momentos.
Quando eu vejo uma obra terminada ou uma ação especial realizada com sucesso, tenho uma satisfação enorme de ver o trabalho sendo feito corretamente, entregue, passado, planejado e realizado. É uma gratificação, né?
A tua função é, na verdade, transparente para o público, não é?
Sim, é uma função escondida.
– E esse é o teu sucesso.
Sim, sim. Porque quando a pessoa vai pegar, por exemplo, um copinho de plástico e não tem, ela pensa: “poxa, não compraram…” Então, aí lembra do setor… (risos). Isso impacta muito, de uma forma negativa. Então, Se está tudo correto, ninguém lembra de nosso trabalho.
Hoje a gente tá recebendo alguns fornecedores para vir conhecer o Memorial, vir tomar um café com a gente. Eles, no geral, não fazem ideia de como funciona o Memorial e ficam impressionados vendo que tem uma fábrica, que tem um almoxarifado gigante, refeitório, sala de descompressão…. É muito bom ter esse feedback para gente, porque assim a gente garante que ele entende a importância dele também ser ponta firme nos prazo de entrega, fazer o melhor preço, fornecer o melhor material pra gente.
– Você disse que já conhecia o Memorial antes de vir trabalhar aqui?
Sim, eu já conhecia pois tenho familiares sepultados aqui: meu pai, meu irmão e minha mãe e meus avós. Todos sepultados aqui. Aí o pessoal fala, mas você não sente nada? Eu falo, não, tranquilo. Eu me sinto perto deles, todos os dias.
– E as pessoas no geral, quando você comenta onde ou te perguntam, mas onde você trabalha, qual é a reação das pessoas?
Ah! eu já ouvi muitos comentários preconceituosos. “Nossa! você trabalha no cemitério, você é louco”. Mas uma pessoa não tem ideia do que é isso aqui. Essa ideia muda quando eles vêm aqui e conhecem o Memorial. Ai eles dizem “aqui não parece um cemitério”. Mas aí eu reforço: aqui não é um cemitério, é um Memorial. Mas, percebo que hoje em dia isso está mudando. Vendo as redes sociais do Memorial, as pessoas começam a entender melhor o que é o Memorial Parque Jaraguá. A gente tem que ter orgulho do que a gente faz. Eu tenho muito orgulho de trabalhar aqui no Memorial e fazer o que eu faço. Eu me sinto elogiado de vir trabalhar aqui, porque você levanta com aquele aspecto bom, de sentir “hoje eu vou pra lá e vou ver os meus amigos”. É muito bom trabalhar aqui.
– Também é uma coisa que é importante o concessionário saber disso, porque quando o colaborador está bem, isso, transparece.
Exatamente. Nosso atendimento tem que ser 100%. Não pode ser 90%, 95%, tem que estar 100%.
– O que você mais aprendeu aqui no Memorial?
– Viver intensamente, amar sempre ao próximo, trazer a família para perto, saber pedir desculpas, que é muito importante.
– Daniel, dá um recado final para quem está lendo esta entrevista?
Viva, porque a essência de nossa existência é viver. As pessoas dizem que a vida é uma só, mas a gente morre uma vez só. A gente vive para poder aprender, evoluir e passar aquilo que a gente aprende para os outros. Memorial Parque Jaraguá Acolhimento quando você mais precisa!