Você já se perguntou como encontrar um propósito após a morte de alguém querido?
Quando alguém que amamos parte, o mundo parece perder a forma. As horas passam de modo estranho, o que antes era rotina se torna pesado, e a vida insiste em continuar mesmo que tudo dentro de nós ainda pareça parado. Nesse intervalo entre o que era e o que passou a ser, nasce o desafio de construir um novo modo de existir.
O luto não é um ponto final, mas uma travessia. E nessa travessia, encontrar propósito é como uma bússola. Agora, é preciso encontrar um norte para dar lugar dentro de nós a nossa nova história. O psiquiatra Viktor Frankl dizia que o ser humano é capaz de atravessar quase qualquer sofrimento quando descobre um sentido para ele. A busca não é imediata, nem simples, ela acontece aos poucos, em gestos pequenos, silenciosos e reais.
Recomeços
Às vezes, encontrar propósito é conseguir levantar da cama. Fazer café. Cuidar das plantas. Tomar um banho demorado. As tarefas que antes pareciam automáticas ganham outra dimensão quando estamos de luto. Cada uma delas é um lembrete de que seguimos vivos e que, mesmo em meio à ausência, há espaço para continuar.
Alguns gestos simples do dia a dia são como um alicerce, você pode organizar a casa, sair para caminhar, escrever uma lista do que precisa ser feito. E quando algo simples é concluído, há um pequeno respiro, um sinal de que a vida ainda se move, mesmo que devagar.
O propósito que nasce da conexão
O propósito aparece quando nos reconectamos com aquilo que compartilhávamos com quem partiu. Pode ser o time de futebol que ele amava, a música que ela ouvia ao cozinhar, o hábito de cuidar do jardim ou o trabalho social que a encantava. Retomar esses vínculos é uma maneira de manter viva a presença de quem amamos, transformando lembrança em pequenas ações sutis, mas de grande importância sentimental.
Alguns encontram propósito ao se envolver em causas relacionadas à trajetória do ente querido, outros o descobrem ao ensinar algo que aprenderam com ele, ou ao dar continuidade a uma tradição familiar. Cada ato de amor repetido é uma forma de prolongar a história.
Construindo o propósito após a perda de um ente querido
Dar sentido à perda é um processo muito particular, que acontece quando conseguimos olhar para o que vivemos com mais ternura do que dor. Você pode escrever sobre a experiência, conversar com pessoas que acolhem sem pressa, buscar apoio espiritual ou até mesmo uma terapia, tudo isso ajuda a elaborar o que não pode ser esquecido, mas pode ser transformado.
Perguntas como “O que essa vivência me ensina?”, “Como posso honrar o amor que recebi?” e “Quem eu me torno a partir daqui?” abrem espaço para uma compreensão mais ampla da vida. Quando encontramos respostas o sofrimento começa a ganhar contornos menos ásperos.
O espaço do novo
Viver o luto não significa permanecer preso ao passado, e sim aprender a caminhar com ele. À medida que o tempo passa, abrir espaço para o novo deixa de ser traição à memória e passa a ser um gesto de fidelidade à vida. Um novo projeto, uma amizade inesperada, um curso, um amor que surge devagar, tudo isso faz parte da reconstrução.
Aceitar o novo amplia as possibilidades. As novas experiências são um sinal de que a dor está sendo processada. O coração, mesmo cansado, começa a compreender que seguir em frente é outra forma de continuar amando.
Um novo significado para a ausência
Nada substitui quem partiu. Mas, com o tempo, aprendemos que o amor não termina junto com a vida. Ele muda de lugar, de forma, de ritmo e se manifesta em tudo o que fazemos a partir da lembrança.
Por isso, para saber como encontrar um propósito após a morte de alguém querido, é preciso reconhecer que, mesmo em meio à dor, ainda é possível florescer. É descobrir que o amor permanece, silencioso, guiando nossos passos enquanto construímos um novo modo de estar no mundo.
Há inúmeros exemplos de pessoas famosas ou anônimas que buscaram um propósito para suas vidas após enfrentarem a dor do luto. O ator Paulo Gustavo faleceu em 2021 vítima da Covid-19 é um deles. Sua família e amigos transformaram a dor em ação social, criando o Instituto Paulo Gustavo, dedicado a apoiar projetos culturais, saúde e educação. Além disso, arrecadaram milhões para hospitais e campanhas de vacinação durante a pandemia.
Em São Paulo, a mãe Tatiana Maffini viveu o desespero da espera: sua filha Helena nasceu com problema cardíaco e não resistiu à falta de leitos neonatais. Dali surgiu a ONG Amada Helena, que auxilia pais enlutados e mobiliza por mais infraestrutura neonatal. Nesse trabalho, o luto se entrelaça com o cuidado pelos que ficam e com o desejo de que outras famílias não precisem repetir o mesmo caminho.
Conclusão
Testemunhar a partida de uma pessoa querida é uma experiência que transforma profundamente a vida e como encontrar um propósito após a morte de alguém querido não é uma tarefa fácil. Mas as histórias de Paulo Gustavo e tantas outras mostram que a dor pode se tornar ação, legado e cuidado com o próximo. A ausência não apaga a presença, ela redefine formas de amar, de influenciar e de gerar impacto na sociedade. Desse modo, transformar o luto em propósito é uma forma de manter viva a memória de quem se foi, ao mesmo tempo em que se constrói algo que beneficia outros e dá sentido à própria vida.
Todas essas trajetórias nos lembram que, mesmo diante da perda, é possível cultivar esperança, solidariedade e transformação e que a memória se perpetua nas ações que permanecem.
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