A importância de desacelerar nas férias toca num ponto que é a necessidade de ter um tempo de pausa e de permitir que o corpo e a mente voltem a um ritmo mais gentil, sem a pressão do dia a dia. Atualmente, vivemos em um ritmo acelerado em todas as esferas da vida, até mesmo nas práticas de hobbies como atividade física, por exemplo, há quem se cobre constantemente por resultados melhores e o que era para ser uma atividade para reduzir o nível de estresse, acaba se tornando mais uma fonte dele. Por isso, a pausa, ou seja, o “fazer nada” rompe esse ciclo de urgências e performance, esvaziando a mente para que ela recupere sua clareza.
Segundo o Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho do INSS, em 2024, houve um recorde histórico de afastamentos por saúde mental, o Brasil registrou 472.328 licenças médicas por transtornos mentais, a maior marca nos últimos 10 anos. O número representa um aumento de cerca de 68% em relação a 2023.
Este cenário motivou a alteração da legislação trabalhista brasileira, e, novas regras de saúde mental no trabalho foram implementadas determinando que as empresas monitorem os riscos psicossociais no trabalho.
Com a atualização da norma trabalhista (NR-1), as empresas no Brasil passam a ter a obrigação de cuidar da saúde psicológica dos funcionários, identificando situações de estresse, pressão, risco de burnout, dentre outras situações, conforme divulgado no portal da Revista Veja Saúde.
A sobrecarga tende a se agravar em momentos de pressão, como final de ano, por exemplo, o que torna ainda mais importante reservar tempo para descansar antes que a saúde seja afetada.
Qual a importância de desacelerar nas férias?
A interrupção da rotina frenética, abre espaço para novas formas de pensar, e aquilo que parecia pesado encontra um lugar mais confortável dentro de nós. A pausa oferece um respiro que reorganiza as prioridades e devolve sensação de presença, algo que se perde quando vivemos sempre acelerados e fazendo tudo no automático.
A importância de desacelerar nas férias é real, mas não é tão simples de se aplicar na prática, basta observar o comportamento das pessoas no trânsito no final de ano. A grande maioria das pessoas não observa seu próprio comportamento e como ele pode ser nocivo para si próprio e para as pessoas ao redor.
Uma mente descansada é mais eficiente, mais criativa e mais capaz de lidar com as demandas e situações desagradáveis do dia a dia. Para ajudar neste processo, o afastamento temporário das atividades, e até mesmo do local habitual, é necessário, porque permite que o olhar amadureça e que as decisões que antes pareciam difíceis pareçam mais nítidas depois do descanso.
Outro ponto importante de desacelerar nas férias é o impacto sobre as relações pessoais. Quando o ritmo desacelera, existe mais espaço para conversas genuínas, convivência como pessoas queridas e os vínculos se fortalecem pela simples experiência de estar junto sem pressa.
A pausa suaviza as tensões, reduz o peso acumulado e devolve equilíbrio entre o que é trabalho e o que é vida. Há pessoas que estão tão aceleradas, ao ponto de sentir culpa por estarem sem fazer nada nas férias, esse é um forte indicativo de uma mente esgotada e que precisa de espaço para novas conexões.
Para desacelerar a mente, procure atividades prazerosas durante as férias, mesmo as mais simples, que consigam sustentar o bem-estar, reduzir o fluxo de pensamentos e acostumar a mente a trabalhar num ritmo mais saudável ao longo dos meses seguintes.
Pense que desacelerar não é um luxo, é uma necessidade que mantém a mente e o corpo alinhados, preservando nossa capacidade de seguir adiante sem se perder de si mesmo.
O que acontece quando não desaceleramos?
A ausência desse descanso real e de presença, mesmo ao não fazer nada intensifica o desgaste mental e enfraquece a capacidade de concentração, tornando mais difíceis as decisões que antes seriam tomadas com naturalidade.
Além disso, a sensação constante de estar “no limite” surge quando o corpo perde a chance de se recompor, e isso aumenta a irritabilidade, o cansaço e uma desconexão emocional que afeta todas as áreas da vida.
A criatividade também sofre com a ausência de pausa. Quando a mente está sobrecarregada, perde flexibilidade e se torna repetitiva, incapaz de enxergar caminhos novos.
Os vínculos pessoais são igualmente impactados: a falta de presença real deteriora as conversas, afasta as pessoas queridas e gera um distanciamento afetivo difícil de reparar depois.
Além disso, a exaustão prolongada tende a se manifestar fisicamente. Alguns problemas como distúrbios de sono, dores recorrentes e quedas de imunidade são sinais de que o corpo está pedindo um tempo que não recebeu.
Quando não há espaço para respirar, a motivação diminui e tarefas simples passam a exigir um esforço desproporcional, transformando a rotina em algo pesado demais.
Qual é o tempo ideal para desacelerar?
Não existe uma regra fixa, porque cada pessoa sente a pausa de um jeito. O tempo ideal para desacelerar nas férias depende da intensidade da rotina, da carga emocional acumulada e até do tipo de trabalho que se exerce. Ainda assim, um período mínimo é necessário para que o corpo consiga romper o ritmo acelerado e entrar em outro estado.
Um mês costuma ser o tempo mínimo para que a mente realmente abaixe a frequência e se desconecte da pressão diária. Esse intervalo permite que o corpo respire, que o pensamento se organize e que a sensação de presença retorne.
Para quem vive sob alta demanda, períodos mais longos tendem a ser ainda mais eficazes, porque oferecem tempo suficiente para que o descanso se torne profundo e não apenas superficial.
Ainda assim, a qualidade da pausa importa tanto quanto a duração. Um período mais curto, vivido de forma tranquila e consciente, pode ser mais reparador do que semanas inteiras vividas na pressa.
As pequenas pausas ao longo do ano também sustentam esse equilíbrio. Os feriados prolongados, dias de descanso ou momentos planejados para simplesmente parar ajudam a evitar o acúmulo de tensão e funcionam como uma manutenção emocional.
O ideal é reconhecer os próprios limites e perceber quando a mente começa a dar sinais de cansaço. Respeitar esses limites é essencial para uma mente e corpo saudáveis. Por fim, não se compare, entenda que o seu limite pode ser diferente do das outras pessoas e forçar sua performance para acompanhar os outros é a porta de entrada para problemas de saúde mental.
Conclusão
Agora que você entendeu a importância de desacelerar nas férias e o impacto disso para o equilíbrio emocional, conheça a estrutura do Memorial Parque Jaraguá, nosso espaço é amplo, tranquilo e repleto de natureza, perfeito para desacelerar a mente.
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